Grupo Parlamentar Brasil-Cuba no Congresso Nacional.

 

É com muito orgulho e alegria que celebramos com o povo cubano o 67º aniversário do assalto ao Quartel de Moncada. Uma data simbólica do que viria a ser o triunfo da Revolução Cubana.

A ação envolveu 130 jovens, organizados e liderados por Fidel Castro, Abel Santamaría e Raúl Castro. O objetivo era tomar o quartel, armar o povo e dar início à resistência armada contra a sangrenta ditadura de Fulgêncio Batista.

Na véspera do assalto, Fidel, diante dos combatentes, exortou:

 Poderemos vencer dentro de poucas horas ou sermos vencidos, mas em todo caso, ouçam bem, companheiros: o movimento triunfará de qualquer forma. Se vencermos amanhã, será mais cedo do que Martí esperava. Se ocorrer o contrário, nosso gesto servirá de exemplo ao povo de Cuba, para tomar a bandeira e seguir adiante, o povo nos apoiará no Oriente e em toda a ilha. Jovens do Centenário do Apóstolo! Como em 68 e 95, aqui no Oriente damos o primeiro grito de Liberdade ou Morte! Vocês já conhecem os objetivos do plano. Sem dúvida alguma é perigoso, e todo aquele que saia comigo esta noite deve fazê-lo por sua vontade absoluta. Ainda está em tempo de decidir. Alguns terão que ficar por falta de armas, aqueles que estão determinados a ir, deem um passo à frente. A consigna é não matar, a não ser como última necessidade“.

Seis revolucionários perderam a vida durante o assalto. Outros 55, entre eles Abel Santamaría, foram feitos prisioneiros e posteriormente  executados, ou pereceram em sessões de tortura. 

Mesmo não sendo militarmente exitosa, a ação foi a alavanca da vitória da utopia, materializada no triunfo da revolução em 1º de janeiro de 1959 - quando, enfim, as promessas feitas ao povo foram cumpridas: O Programa do Moncada.

O cumprimento dos seis pontos previstos no Programa do Moncada foi a primeira e grande tarefa do governo revolucionário: o problema da terra, da moradia, da industrialização, do desemprego, da educação e da saúde do povo cubano foram superados.

De imediato realizou-se uma campanha de emancipação do povo, calcada em medidas de natureza econômica, política, cultural e social.  

A primeira medida do Programa do Moncada levada a cabo foi a Lei da Reforma Agrária. Em seguida, a campanha educacional que tornou Cuba o primeiro país das Américas livre do analfabetismo. Atualmente, em torno de 99% da população cubana é atendida por um médico e por uma enfermeira da família. A mortalidade infantil é de 5,4% por mil nascidos vivos e a expectativa de vida, 77 anos de idade. Índices superiores a países como os EUA, Japão e Dinamarca, segundo a UNESCO. Noventa e oito por cento das residências cubanas têm acesso a água potável, energia elétrica e saneamento básico.

O sistema de saúde pública de Cuba reconhecido internacionalmente, um exemplo para a humanidade. Na batalha contra a Covid-19, as brigadas médicas cubanas Henry Reeve, presente em 70 países, têm se caracterizado como uma ponte entre os povos, ricos ou pobres. Um exemplo que legitima sua indicação, por vários países e organizações internacionais, ao Prêmio Nobel da Paz de 2021.

Em contraponto ao direito à soberania e ao reconhecimento internacional dos médicos cubanos, o governo dos EUA, no marco de sua política hegemonista, recrudesce o deplorável e sexagenário bloqueio contra Cuba. 

O assalto do Quartel de Moncada representa um marco indissolúvel da história libertária do povo cubano. É exemplo de estímulo e perseverança a todos os povos que lutam pelo direito à soberania e liberdade plenas.

No ensejo, evoco o sentimento revolucionário do saudoso arquiteto Oscar Niemeyer: “Tivesse Fidel pensado diferente, protelado a revolução, e seu país estaria hoje dominado pelos donos do dinheiro, pelo poder humilhante dos imperialistas norte-americanos.”

 

Deputada Lídice da Mata

PSB-BA

 

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