Frei Betto: movimentos sociais são a esperança de Latino América

Havana, 6 de fevereiro (PL) Os movimentos sociais são a esperança de Latino -américa, expressou o teólogo brasileiro Frei Betto, hoje em Cuba, motivado pelos espaços perdidos pelos governos progressistas na região. ‘Vivemos momentos complexos, não podemos abrir mão da guarda, porquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tem conversa fiada, mas também faz, ameaça com uma regressão nas relações do seu país com a região para a pior das etapas, a Doutrina Monroe’, comentou exclusivamente para prensa Latina. Durante os mandatos de George W. Bush y Barack Obama, ele relembrou, Washington estava como que esquecendo América Latina por causa das guerras no Oriente Médio e, foi uma situação muito conveniente para nós. Porém, a situação tem mudado, sublinhou, a Argentina e o Brasil retrocederam significativamente para a direita, a Revolução Cidadã em Equador sofre uma cisma e a Venezuela e Cuba estão permanente bloqueadas nos campos político e econômico. “Temos de estar aprontados para prosseguir um caminho nosso, que não seja regido pelo imperialismo”, declarou na Fortaleza de San Carlos de la Cabaña, principal sede da Feira Internacional do Livro. Como solução, apontou a necessidade da mobilização do povo, ‘temos de equipar à gente de consciência crítica, fazer um intenso trabalho, em particular, a partir dos movimentos sociais e populares, de alfabetização política’. ‘Isto é, a melhor resistência, é criar na gente uma consciência crítica das políticas dos Estados Unidos’, precisou o teólogo da libertação. Nesse cenário regional, não existem saídas de médio prazo, fora do reforço dos movimentos sociais, os governos progressistas têm cometido erros quando procuraram alianças acima e não abaixo, quando se apoiaram mais nos partidos tradicionais, inimigos potenciais, do que em movimentos sociais, meios de subsistência naturais de suas políticas’, ele opinou. É momento de fazer autocríticas e voltar à base, disse o frade domínico, ‘fora do povo não há libertação, nem salvação, nem futuro para políticas sociais verdadeiramente efetivas que terminarem com as grandes desigualdades que lastreiam à região’. Betto visita Cuba convidado para a 27 Feira Internacional do Livro, visita que conclui seu capítulo em Havana em 11 de fevereiro, para seguidamente marcar presencia no resto das províncias da Ilha.

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